\\Sobre o Accio Past//

Salazar Slytherin, Godric Gryffindor, Helga Hufflepuff e Rowena Ravenclaw tiveram a belíssima idéia de criar a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts em meados do século X. E nisso se baseia esse site, nas sete primeiras turmas dessa escola da Grã-Bretanha. Por favor, sinta-se à vontade para desfrutar das histórias de cada um dos alunos dos "Quatro Grandes".

\\Informação Importante//

O site Accio Past é de nível PG-13, com conteúdo de leve violência, e outras insinuações. Se você é facilmente influenciado por este tipo de informação, por favor retire-se.


\\Correios Coruja//

acciopast@gmail.com

past@acciocerebro.com.br

\\Integrantes//

Grifinória



Nome:Senhor Charles Trocken, mas muitos o chamam apenas de Charlie
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Grifinória
Animal de Estimação: Norwick, um cavalo alado da raça etoniana.
Varinha: Cedro, cerda de coração de Verde-Galês, 27 centímetros, flexível. Ótima para azarações ofensivas.
Gostos: Duelos, cavalaria, magia, pesca.
Desgostos: As paredes geladas do castelo, o pai.
Descrição: Um garoto baixo, até mesmo para a época, quando a estatura média era menor que 1,50m. Olhos de cores diferentes e miopia em ambos. Seu corpo é atlético devido aos duelos e competições eqüinas. Personalidade tranquila e romântica, obviamente sexista. Se culpa por ter falhado em matar o pai.
Histórico: Quando o menino nasceu, sua filha nobre o excluiu e desertou, o abandonando na floresta. Sua mãe o acompanhou, e o pai relutantemente também. Quando Charles era pequeno, viu o pai violentando sua mãe, e então o esfaqueou o tanto quanto pôde. Porém ele sobrevieu, e Charles e sua mãe se mudaram para outro feudo e recomeçaram suas vidas. Charles então foi convocado por Godric Gryffindor, dizendo ser um padre, à Hogwarts, suposto convento, onde aprendeu a ler e escrever. Não querendo abandonar a mãe, a trouxe consigo ao feudo dos Quatro Grandes.



Nome: Sir Jake de Malvoisin, o Vesgo
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Grifinória
Animal de Estimação: Línio, um cavalo alado da raça etoniana.
Varinha: 18 centímetros, pêlo de unicórnio (que eu mesmo fui atrás!), visco. Brilhante, bonita, e faz umas coisinhas lindas quando eu balanço ela de um jeito certo.
Gostos: Vinho quente de inverno, corpo quente de uma garota.
Desgostos: Mormaço, tédio.
Descrição: Baixinho, pálido, de olhos negros e cabelos castanho escuríssimo. É ligeiramente estrábico, o que lhe dá o apelido de Jake, o Vesgo entre seus amigos.. Jake é o típico irresponsável e inconseqüente que deveria estar numa cruzada louca em algum lugar distante. Em vez disso, está em Hogwarts estudando magia. Apesar de ser meio estrábico, consegue atirar com Arco e Flecha melhor do que muitos ali. É galanteador, e não se importaria em levar qualquer garota para um cantinho escuro. É corajoso (leia-se, LOUCO E ATIRADO), e tem um senso de justiça relativamente grande.
Histórico: Jake de Malvoisin é o terceiro filho da família bruxa mais influente de York. Malvoisin é normando, e já que seu irmão mais velho herdará o feudo e seu outro irmão entrou para cavalaria, a ele restou a vida eclesiástica - a qual, apesar dele se esforçar para gostar, ele não leva o menor jeito.


Nome: Lady Hildegard Atwood
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Grifinória
Animal de Estimação: Possui um hipogrifo na casa de seu futuro sogro e tutor, mas trouxe para a escola uma pequeno corvo de olhos castanhos chamado Matt.
Varinha: Carvalho, 20 cm, cujo cerne é uma mistura exótica de fio de cabelo de banshee com crina de unicórnio, herdada da falecida mãe. Excelente para feitiços de defesa e ataque.
Gostos: Sentir o vento nos cabelos em uma noite enluarada. Trabalhos manuais em geral, em especial o bordar de tapeçarias. Tem verdadeiro apreço pelas artes, em especial livros, música e trovas cantadas por menestréis de talento. Em termos de feitiçaria, possui especial dedicação às artes dos feitiços e da transfiguração.
Desgostos: Como uma boa dama da nobreza, Hildegard guarda seus desgostos para si própria, mas, por seu espírito altivo e independente, Hilde muitas vezes se sente indignada pela submissão a que ela e todas as mulheres da época são submetidas. Resigna-se com o fato por gratidão aos futuros sogros e tutores.
Descrição: Morena, de longos cabelos cor da noite e olhos muito azuis, acostumou-se desde criança a guardar seus sentimentos para si como se espera de uma dama da alta nobreza. Mas por trás desse aparente recato e frieza, encontra-se uma jovem altiva e corajosa, que guarda um forte desejo de liberdade e paixão dentro de si. Contudo, coloca sua honra e seus deveres em primeiro lugar.
Histórico: Filha de nobres bruxos, Hilde teve os pais assassinados misteriosamente quando tinha 8 anos de idade. Estando seu irmão mais velho, William, está nas Cruzadas Bruxas, em um cerco contra o grã-vizir Iznogud, a criação de Hilde passa a ser responsabilidade da família Blackwell, para cujo filho mais velho. Arcturus, ela foi prometida em casamento desde criança. Tendo sido, também Arcturus despachado para as Cruzadas, Hilde é enviada para Hogwarts, juntamente com seu cunhado, Altair, para completar a sua formação como feiticeira.


Corvinal


Nome: Lady Hellen de Tirania
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Corvinal
Animal de Estimação: Não tem. Uma mulher não deveria perder tempo com essas bobagens.
Varinha: Pinheiro, folha da bíblia queimada, rígida, 15 centímetros. Não faz muitas coisas.
Gostos: Rezar, estudar, corrigir, e utilizar magia para coisas puras.
Desgostos: Damas rebeldes, coisas que vão fora do comum.
Descrição: De estatura baixa, Hellen tem cabelos castanhos e quase sempre presos de diversas maneiras. Os olhos são cor de mel e provavelmente a parte mais vívida de sua personalidade. É calada e respeitosa aos homens e mulheres mais velhas, porém trata terrivelmente mais novos, e mulheres rebeldes.
Histórico: Hellen de Tirania é filha de dois nobres bruxos, que foi educada em casa até alguns anos atrás. Como qualquer outra bruxa que vivesse antes de Hogwarts, Hellen deveria aprender em casa magia, apenas o suficiente para poções e poucos feitiços, por quem devia lidar com isso eram os homens. Mas a notícia da escola afetou positivamente o pai da garota, Sir Gordon de Tirania, e ela foi admitida na escola sob o tutorado de Lady Ravenclaw. O pai morreu há algum tempo, e os dois irmãos estão agora nas cruzadas bruxas, sobrando portanto ela e a mãe, demasiada doente, para cuidar do feudo. Já está prometida em casamento para Ercles de Forgras, um jovem que anseia virar brevemente o Duque de Tirania.


Sonserina

Nome: Lady Lavínia Hougan Caldwell
Idade: Quinze anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Sonserina
Animal de Estimação: Uma águia chamada Akira. Muito bem treinada ela pode inclusive entregar cartas.
Varinha: 23 cm, Mogno, contêm uma cerda de testrálio juntamente com uma pena de águia e duas gotas de sangue de unicórnio. É excelente para sortilégios complexos.
Gostos: Ler, preparar poções, passear.
Desgostos: Cavalaria, depois que caiu do cavalo, com 5 anos, ficou com trauma.
Descrição: Ela é alta e tem cabelos castanhos-dourados. Os olhos espantosamente verdes conseguem esconder bem as emoções dela. É bonita e tem o corpo esbelto até mesmo em baixo dos vestidos longos. É vitima de cortejos de vários rapazes. Lavínia é bem introvertida. Ela prefere ouvir a falar e raramente é vista em clubes, que não sejam de poções, sua matéria predileta. Adora criar novas poções e fazer testes. Tem um porte altivo e é uma exímia dueladora, apesar de o evitar fazer ao máximo. Tem problema com aritmancia, uma vez que não é boa com números, salvo a quantidade exata de ingredientes que se coloca numa poção. Quando está com os amigos pode se tornar bem humorada e divertida. Apesar de parecer sempre séria tem uma tendência a desobedecer a regras.
Histórico: Lavínia nasceu envolvida por mágica, e como não pudesse ser diferente deu sinais de magia aparente aos 3 anos quando fez alguns livros, que estavam na última prateleira do escritório, levitarem até ela. Até os seus onze anos recebeu educação em casa com o pai e alguma ajuda da mãe. Completados os 11 anos, no entanto recebeu a visita de Rowena Ravenclaw para ir à Hogwarts, escola onde vem estudando desde então.


Nome: Sir Matthew de Aldearan
Idade: Vinte e cinco anos
Ano Escolar: Não estuda no colégio.
Família: Não tem uma. É professor de duelos junto a Norman Huckle. Colocado na Sonserina, por sua boa relação com Salazar Slytherin.


Lufa-Lufa


Nome: Senhorita Mira Barlow
Idade: Quinze anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Lufa-Lufa
Animal de Estimação: Um cavalo branco chamada Scadufax.
Varinha: Carvalho, pena de pégasus, 25 centímetros.
Gostos: Cavalgar, andar na floresta sentindo a natureza e cozinhar, sou uma cozinheira de mão cheia.
Desgostos: Cela lateral feminina para cavalos e Salazar Slytherin, tenho medo dele.
Descrição: Longos cabelos ruivos e olhos negros como onix. Discreta com a aparência e sobre a própria vida, não gosta que perguntem detalhes de sua família. Poucos sabem sobre seus pais, pois o casamento entre trouxa e bruxa não são bem vistos no mundo mágico. Não gosta, nem deixa, ser tratada como inferior por ser mulher.
Histórico: Mira foi criada em Hogsmead e sabia da existência da Escola de Magia de Hogswarts que tinha sido criada nas redondezas. Quando tinha 9 anos, ela foi andando através da floresta para poder ver de perto Hogwarts e se conseguisse alguma das aulas. Quando estava chegando perto da porta, foi flagrada por Salazar Slytherin que a mandou voltar para sua casa, assustando-a dizendo que se voltasse lá sem convite ela seria comida da cobra dele. O tio de Mira foi reclamar com os outros professores sobre o que aconteceu e Godric Gryffindor pediu desculpas e afirmou que no ano seguinte sua sobrinha seria convidada e depois seria sua filha.


Nome: Senhor Naheen Aziz Al-Merhej
Idade: Quinze anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Lufa-Lufa
Animal de Estimação: Um cavalo árabe chamado Touffi.
Varinha: Azevinho, 23cm, dente de Esfinge.
Gostos: Carneiro Assado com hortelã, Astronomia, Filosofia.
Desgostos: Duelos (Péssimo com varinha), usar turbante.
Descrição: Estatura mediana, magro, pele morena, cabelo curto preto, olhos grandes e castanhos, lábios grossos, dentes muito brancos, nariz grande, mãos bonitas. É muito peludo para a idade e se barbeia todos os dias. Veste-se como um jovem europeu de classe alta e detesta usar turbante, mas tem que fazê-lo quando em família.
Histórico: Nascido em uma aldeia em Al-Andalus (Hispânia muçulmana), Naheen ficou órfão cedo e foi viver na casa de seu tio, o poeta Shiraz, em Córdova. Lá, ainda menino, entrou em contato com Maslama e seus discípulos, astrônomos famosos que estudavam as obras do grego Ptolomeu. A convocação para Hogwarts deixou o garoto surpreso, e mais ainda ele ficou quando seu mestre e seu tio concordaram com sua ida para a escola de bruxos. Naheen a freqüenta com grande proveito, mas deve se ater a três promessas: usar o que aprender para a glória de Allah e do Islã, seguir os preceitos do Corão e manter de pé o noivado com sua prima, Amina, a quem deverá desposar quando voltar a Al-Andalus.

\\Link us//



\\Visitas Recebidas//


Desde 22/12/2005

\\Aliados//








Clike e visite **O Bruxo Potter**


\\Amigos Bruxos...//

Accio Cérebro!
Accio Dolls
Accio Fórum
Accio Magic Maker
Álbum de Hogwarts
Artes Mágicas
Bruxo Potter
Comunidade Potteriana
Corredores de Hogwarts
Diário de uma Lufa-Lufana
Dolls Forever
Eternamente Corvinal
Expresso Hogwarts
Flor da Corte
Floreios e Borrões
Fotos da July
Fotos do Pedro
Harry Potter Lexicon
Histórias em Hogwarts
Hogwarts Past
J.K.Rowling
Magic Past
Magic Pictures
Magic Spell
Magic Story
O Povoado de Narnia
Portal 3 Vassouras
Potterish
Sociedade dos Bruxos
The Leaky Cauldron
Zonkos

\\...E outros trouxas//

Aritmante
Arlequinada
Dani Mayumi
Diego Potter
Dolls da Katchoo
Estante Mágica
Stef's Greenleaf
Viajante com Idéias

\\Passado//

\\Algumas Explicações//

Este blog, que é uma fanfiction coletiva, e seus personagens/lugares/fatos são baseados no fantástico universo criado por J.K.Rowling. Todos os citados são propriedades exclusivas de J.K.Rowling, Warner Bros, Bloomsbury, Scholastic, etc...
Estes site não possui fins lucrativos.
\\Créditos//

|Layout|HTML|Coments|Dolls1|
|Dolls2|Contador|Hoster|

Saturday, April 15, 2006
____________________________________

Touché!



Lavínia estava, novamente, na sala do segundo andar que era desocupada, praticando para o torneio. Com o florete em mãos e a espada estava em cima de uma das carteiras, esperando para ser usado. Com a aproximação do torneio os treinos da menina tinham se tornado cada dia mais freqüentes e não podia negar, era boa no manejo de ambas as armas.

Charles ouviu um som de pisos fortes no chão de pedra do castelo e também barulho de suspiros contínuos, com toda a certeza quem estava naquele andar estava cansado e provavelmente praticava alguma coisa. Mas não importava, ia pegar o camarada de surpresa, pois havia conseguido permissão de Sir Gryffindor para treinar na sala vazia daquele andar e não abriria mão disso por quase nada naquele momento, afinal o torneio se aproximava e não podia perder a boa forma. Assim sendo, abriu com cuidado a porta da sala desocupada (Agora ocupada) para pegar o aluno que treinava ali de surpresa.

Lavínia estava dando um dos golpes mais complicados quando ouviu o ranger da porta e Charles Trocken passar por esta com um olhar no mínimo de espanto para a menina.

A sonserina corou. O grifinório havia pegado-a desprevenida. Quando praticava não usava todos os vestidos que utilizava durante o dia e sim apenas uma blusa branca de algodão e uma calça um tanto quanto justa para os olhos de algum homem ou menino.

- Oh! Perdão! Eu não esperava que fosse uma dama a treinar aqui. Mil desculpas! - Disse atrapalhado enquanto virava o rosto na direção contrária da sonserina, que estava vestida de forma nada convencional.

- Eu que me desculpo, senhor. Por favor, deixe que eu mesma me retire. - A sonserina falou baixo meio balbuciante enquanto juntava suas coisas para sair da sala.

- Er... Ok. ? Não era possível que era ela quem estava desnuda e era ele que corava. ? Eu vou... Esperar no corredor até que saias... ? E então sussurrou baixinho antes de fechar a porta. - ... Numa situação mais confortável.

Lavínia colocou a mão na boca e segurou o riso quando o garoto saiu. Ainda sorrindo ela arrumou-se propriamente com os vestidos e com o florete e a espada enrolados na fita vermelha de seda que ela usava para guarda-las, depois saiu porta a fora.

- Pronto - ela sorriu pelo canto dos lábios - Já podes usar a sala. Desculpe-me pelo inconveniente - ela falou com um falo sorriso nos lábios, ainda que contragosto, não apoiava de maneira alguma o jeito com que as mulheres eram submissas aos homens.

- Competirás no torneio também, senhorita?

- Sim senhor - ela respondeu dessa vez sorrindo verdadeiramente. - Terei a honra de competir contra o senhor?

- Com absoluta certeza. Competirei em Esgrima, Corrida com Cavalos e também participarei daquela competição de teatro, música ou algo do gênero. Fui praticamente obrigado a participar dessa última. A senhorita competirá apenas em esgrima? - ele sorria também.

Ela concordou com uma mesura formal com a cabeça.

-Não tenho realmente muitas habilidades - ela falou desgostosa.

- Pois duvido. Por que não fica e treina comigo? Se te incomoda usar todos estes vestidos e toda esta pompa para apenas suar e se divertir, use o meu uniforme substituto. Não é exatamente feminino, porém se parece mais com o uniforme oficial da escola para Esgrima, e é mais decente do que tu vestias, além do que, se adaptará ao teu corpo.

A menina hesitou e corou levemente. Amaldiçoando-se mentalmente por corar tão facilmente e sua pele ser tão branca a menina sorriu de leve e falou.

-Seria uma honra e um prazer.

- E será. - Ele também sorria de forma encantadora. - Porém, desconheço teu nome. Como te chamas, senhorita?

-Lavínia Hougan Caldwell - ela fez uma mesura - Será que terias, também, a graça de saber o teu nome, senhor?

- Charles Erick Trocken, ao seu dispor. - E respondeu com outra mesura. - Todavia, podes me chamar de Charlie.

-E por favor, senhor Charles, podes me chamar de Lavínia - ela retribuiu a gentileza - Estás sob o tutorado de qual dos diretores?

- Sir Gryffindor, o valente. E tu? Sob o tutorado de Lady Ravenclaw, a sábia? - Ele perguntava com interesse. Nunca havia visto a menina pelo colégio.

- Oh não. Estou sob o tutorado do Sir Slytherin, o ambicioso - a menina respondeu causando um choque ao rapaz que, definitivamente, não esperava tal informação.

- Bem, vou entrar e me aquecer enquanto te trocas. - Dizendo isso, ele a passou um embrulho onde estava a roupa. - Como já estás aquecida, teremos um bom treino.

Ela sorriu para o rapaz. Ele deu um passo para trás para entrar na sala e só então a garota pode ver os olhos do rapaz. Antes a chama da vela não alcançava o rosto de Charles e agora Lavínia podia notar seu belo rosto e seus olhos peculiares. Desviando o olhar a menina virou-se para se trocar.

Ela colocou a roupa e quando entrou no recinto o garoto já dava alguns golpes de espada no ar. Ela sorriu meia boca. - Espada ou Florete senhor Charles?

- Para começar podemos usar o florete. - E ele guardou a espada que reluzia a luz da vela.

Ela concordou e desenrolou o florete do tecido de seda. Ao olhar a espada, uma última vez antes de virar-se para o menino um mal pressentimento tomou conta dela e logo sua mente foi para seu irmão nas cruzadas. Segurando as lágrimas que insistiam em sair, a menina colocou uma máscara de indiferença no rosto, como sempre fazia quando com problemas, e virou-se para o menino com o florete na mão. - En Garde! - ela sorriu e os dois começaram a duelar.

Feito por Lavínia e Charles.


Declarado, dito e feito por Charles Trocken
||


Wednesday, April 12, 2006
____________________________________

O Lobo de Córdoba e o Leão de Bizâncio



Em nome de Allah, Clemente e Misericordioso: que não me nasçam mais pêlos, pensou Naheen, olhando-se no espelho da Sala Comunal da Lufa-Lufa. Era um espelho ordinário, mas ainda assim ele podia ver com clareza o padrão do pêlo negro e espesso no seu tronco. Alguns meses antes, o contorno lembrava uma águia de asas abertas, mas agora a linha escura que partia do tórax se espalhava para os lados. Em breve, seu abdômen estaria tão peludo quanto o peito, sem falar nos braços e nas pernas e ? o pior de tudo ? a barba, que raspava caprichosamente toda manhã e que ainda assim ensombrava seu rosto a cada fim de tarde. À mesa, na hora do jantar, as moças olhavam para ele e cochichavam, duvidando de que tivesse apenas quinze anos e, com isso, concordando em duvidar de todas as outras coisas que ele lhes dissesse. Ou pelo menos era o que parecia. Pois a verdade é que, a não ser pela companheira de Casa, Mira Barlow, e pela jovem Lailah ? esta, incapaz de vê-lo e à sua barba desgraçadamente cerrada ? , Naheen não tinha nenhuma amizade feminina em Hogwarts. E estas lhe faziam muita falta. Como são tolos os homens que estudam, debatem e se engalfinham em discussões sobre a Lei e a Ciência, e não se inspiram com a intuição e a sabedoria de uma mulher!

Um vulto esguio surgiu no espelho por trás do de Naheen. Era Theo ? Theophilactos de Leonis, seu melhor amigo, regressando da sala de estudos. Descendente de gregos, nascido em Constantinopla, Theo era da mesma idade que o cordobês e, se possível, ainda mais tímido. Os dois tinham simpatizado um com o outro no primeiro dia, ao descobrir que partilhavam da mesma paixão pela obra de Aristóteles, e desde então tinham estado sempre juntos, cada qual ajudando o amigo a superar as dificuldades na Escola e na vida. E, se bem conhecia as expressões do rosto de Theo... era ajuda, pensou Naheen, o que ele vinha buscar agora.

Boa tarde, meu amigo. Onde estiveste? indagou o bizantino. Não te vi na sala de estudos, nem tampouco no horto, onde estavam alguns de nossos companheiros. Lembra-te, precisamos ter os espinheiros-rosa até a próxima Lua Minguante, ou não poderemos realizar o trabalho solicitado pelo Mestre Slytherin. Não hás de querer cair em desgraça perante tal... criatura, não é?

Isso não vai acontecer
, garantiu Naheen. Vi esta manhã os espinheiros e estavam bem crescidos. Não te preocupes. Quanto à tua pergunta, passei a tarde aqui mesmo, estava um pouco indisposto, mas agora me recuperei e vou jantar. E tu? Do que precisas, Theophilactos, que me olhas com tanta expectativa?

Eu, bem... Nada... Ou antes, sim, preciso, mas é algo muito simples
, disse Theo, com o rosto corado. Como soubeste? Andaste praticando Adivinhações?

Ora, não era preciso, tratando-se de ti
, sorriu Naheen, com os dentes muito brancos no rosto moreno. Conheço-te muito bem e a esse ar de perdigueiro que fareja a caça. Então o que queres? Dinheiro? Se for, não te acanhes, o meu tio encheu-me a bolsa quando me vim de Córdoba.

Não é dinheiro. É que... Bem...

Sim?

Sabes essas competições que se anunciam por toda a Escola, não sabes?
fez Theo, com dificuldade, mordendo os lábios. E sabes que haverá um baile... para o qual, se não me engano, vais convidar Mira Barlow.

Sim. Não penso em pedir a outra, e creio que ela vai aceitar. E então?

Então... Não poderias falar com ela... e intermediar minha ida com uma de suas amigas? Eu acho que seria mais fácil e... e eficaz
, completou, baixando os olhos de longos cílios castanhos.

Bem. Naheen pensou um pouco, afagou o queixo, raspando os dedos nas pontas nascentes da barba. Posso, sem dúvida, falar com Mira, que não me levará a mal... mas... Estás pensando em alguma donzela, em especial, meu caro Theo? Podes dizer, se estiveres. Isso torna as coisas mais fáceis.

Também isso adivinhaste?
fez o outro, envergonhado. Naheen sorriu levemente e não deu resposta. Apenas, como se esperasse pela confidência, inclinou-se para a frente, olhando nos olhos do amigo; e Theophilactos, o bravo bizantino, o que um dia atraíra a atenção do Imperador ao enfrentar um leão, ruborizou-se até a raiz dos cabelos antes de falar.

(continua...)


Declarado, dito e feito por Naheen Aziz Al-Merhej
||


Sunday, April 09, 2006
____________________________________



Diana DiLauren andava pelo castelo, fazendo um leve alongamento, e procurando a sala onde ficara de se encontrar com Lavínia Hougan Cadwell, que lhe prometera uma poção para amenizar a dor nos braços resultantes do treinamento de arco e flecha.

"Acho que é aqui. Deus queira que eu não entre na sala errada e dê de cara com Salazar Slytherin de novo" - pensou a morena, antes de abrir a porta, e notar, com um alívio imenso, que era a sala certa. Lá estava a sonserina de cabelos castanhos-dourados e olhos bem verdes.

- Olá! - disse, para demonstrar sua presença.

- Ora, ora, Diana! - cumprimentou Lavínia, sorrindo, e revirando uma poção - como foi o treino?

- Digamos que poderia ter sido bem melhor. Eu me sou excelente em cima de um cavalo, mas com um arco e uma flecha na mão... oh, Deus.

- Ah, você cavalga?

- Modéstia à parte, cavalgo, e muito bem, obrigada - disse a moça corvinal, sorrindo - e você...?

- Não, não... na verdade, tenho um pouco de trauma...

- Mas porque? Cavalos são animais tão dóceis... tão meigos...

- Eu... já caí uma vez.

- E não subiu de volta? Lavínia, quando se cai, tem que subir logo em seguida. Senão pega trauma mesmo.

- É... eu não subi.

- Disposta a tirar esse trauma? - propôs Diana, sorrindo - vamos passear um pouco, amanhã. Quem sabe você até não participa da competição?

- Lamento, mas terei que recusar seu convite ? a sonserina falou, corando levemente as bochechas ? Irei treinar esgrima amanhã. É o que eu sei de melhor, graças ao meu irmão Ian ? ela sorriu lembrando-se do irmão.

- Parece me que estás bem confiante não? - sorriu Diana à menina.

-Ah,estou. Modéstia a parte, sei manejar uma espada com grande facilidade, ainda mais se considerar o corpete e o peso do vestido -ela riu - Mas conversas a parte, estou finalizando sua poção. Demorou tanto pois precisei colher flores de orquídea azuis na lua nova, ou seja, só pude colher nessa semana. Sinto tê-la feito esperar.

- Não há problema, pelo menos agora essa dor há de passar.

- Ah, sem dúvida! - falou Lavínia entusiasmada enquanto colocava um pouco da poção num pequeno frasco de vidro. - Aqui - ela entregou ovidro à menina - Tome metade hoje, ao se deitar, e a outra metade amanhã de manhã. Ficará melhor muito em breve.

- Obrigada - sorriu Diana guardando o pequeno vidro. - Devo ir, daqui a pouco está na hora da janta e ainda preciso acabar alguns afazeres.

- Nos vemos - Lavínia despediu-se com um aceno de cabeça e um sorriso.

Diana saiu porta afora e Lavínia pegou um pano e molhou levemente nabacia de água que havia trazido. Limpando tudo cuidadosamente para quenada parecesse estar fora de lugar. Suspirando a menina murmurou um feitiço final para que tudo ficasse no mais perfeito brilho, já que com tarefas domésticas era uma ótima alquimista. Rindo da própria desgraça e pensando que nenhum Lord em sua sã consciência pegaria parae sposa uma jovem que mal sabia limpar um caldeirão sem a ajuda de magia, Lavínia saiu da sala indo para o dormitório. Teria de dar um jeito de aprender essas tarefas domésticas. Fosse como fosse.

por Diana e Lavínia


Declarado, dito e feito por Nicky Gardner
||


Thursday, April 06, 2006
____________________________________

A Fada da Noite



Era mais uma vez noite e a lua crescente se descortinava por detrás das nuvens ralas no céu azul-noturno. Da janela do quarto, uma menina-mulher no alto dos suas 15 primaveras, de longos cabelos castanho-dourados que emolduravam um rosto alvo iluminado por um par de olhos verde-esmeralda bastante expressivos e estrutura física bastante delicada e pequena, observava como de praxe o movimento das estrelas e a sua amada floresta. A quietude parecia já reinar no castelo e, mais uma vez, descalça, com um delicado e simples vestido de fina lã branca, Guinevere se envolveu no manto e saiu sorrateira pelos corredores, rumo ao pátio externo da escola.

O caminho seguido era sempre o mesmo. Rumava em direção à floresta, onde iria se encontrar com a amiga de infância, que muito lhe ensinara mas que também fora o motivo de naquele momento, ela, conhecida zombeteiramente pelos colegas como Guinevere das Fadas, estar ali, reclusa no Castelo de Hogwarts, longe da família que tanto amava, sem sequer poder voltar para casa durante as férias, quando todos os demais encontravam o aconchego do seio familiar.

Caminhava em passos tão leves que mal podia se ver as pegadas dos pézinhos delicados da menina no chão. E tão rápidos que em poucos minutos, já estava adentrando a floresta. Abriu os lábios para chamar, mas como sempre, não precisou. Seren já aparecia diante de si, saída detrás de alguma árvore qualquer, onde antes não parecia haver sequer um pássaro.

- Demoraste esta noite, querida Gwen - dizia a pequena e bela criatura, de feições muito parecidas com as humanas, exceto pelo tamanho - não era anã, pois mantinha proporções físicas adquadas para um humano normal, porém não ultrapassava o tamanho de uma criança de seus 6 ou 7 anos. Tinha cabelos claros, de um loiro dourado e pálido, e olhos muito azuis. Ao contrário de Guinevere para quem os anos passaram e ela sofria aos poucos a metamorfose que transformava as meninas em moças, Seren sempre mantivera os mesmos traços, a mesma feição um tanto infantil, como se o tempo não existisse para ela.

- Estava contemplando a lua crescente. - disse a garota num sussuro discreto - A vista da janela do quarto é magnífica.

- Mas é claro que preferiste ver daqui, não? - riu Seren, enquanto dançava entre as folhas úmidas - Sei o quanto gostas deste lugar.

- É verdade... - respondeu a estudande foragida - Aqui me sinto em casa...

- E não vejo o semblante costumeiro em seus olhos. O que a incomoda, querida Gwen?

A garota sorriu tristemente, como poucos já haviam presenciado, uma vez que sempre se mantinha altiva, discreta e quase sem emoções visíveis aos olhos de qualquer um. Sabia dissimular bem o que lhe ia no íntimo e mostrava aos outros o que queria. Mas ali, na floresta, ela era apenas Guinevere, a pequena filha de camponeses sem nenhum traço de magia no sangue, que abriram mão de sua companhia ainda criança para que ela fosse salva do fogo do inferno. Entregaram sua pequena filha aos cuidados de Rowena Ravenclaw, acreditando estar enviando a menina para um convento, de onde somente sairia quando o mal fosse eliminado por completo. Logo, quando todos voltavam de suas férias, Guinevere havia permanecido ali, no castelo, longe dos seus, pois o que fazia em Hogwarts era exatamente o contrário do que a "enviada de Deus" prometera a Beatrice e Conrad, seus pais - ela aprendia tudo o que tanto desejara e o dito "mal" era cada vez mais evidente.

- Saudades, pequenina Seren, apenas saudades...

- Então vamos nos alegrar. A noite apesar de fria está propícia para mais uma brincadeira!

- Tem razão, - concordou levantando-se num salto. - Minhas preciosas estão com você?

- Sempre que desejar.

Dizendo isso, Seren sumiu atrás da mesma árvore onde havia surgido, retornando em seguida com um feixe de flexas envolto num saco de couro e um grande arco. Entregou-os à Guinevere, e num estalo de dedos, fez surgir algo brilhante como um vagalume, que se movia agilmente na escuridão da noite.

- Todo seu, Gwen. Pegue-o!

- Hoje você está definitivamente querendo me testar, não? - reclamava a garota já colocando uma flecha no arco em posição para atirar enquanto mirava o objeto brilhante correndo entre as árvores. - Mas pode apostar, eu vou acertar.

Sorriu confiante e seguiu o minúsculo vagalume, que poucos minutos depois sumia na ponta de sua flecha.


Declarado, dito e feito por Guinevere
||


Tuesday, April 04, 2006
____________________________________



O começo da manhã se descortinava preguiçosamente nos vastos terrenos da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Os mornos raios de sol brilhavam por entre as folhas, seus feixes tal como pequenos pingentes de cristal lembravam aos que viviam ali que a magia estava em todos os cantos, até nas mais pequenas situações.
Perdida em pensamentos como aqueles, uma jovem morena de olhos azul safira, e longos e encaracolados cabelos cor de azeviche, caminhava tranqüila em direção à orla da Floresta. Trazia no colo um enorme cesto, cheio de nabos, e murmurava, baixinho, uma canção, até que, repentinamente sentiu-se erguida e rodopiada em pleno ar. Involuntariamente deixou a cesta cair no chão, soltando um grito de susto.

-Não precisas gritar, milady, sou apenas, eu seu mais dileto servo. - respondeu um rapaz, também moreno de olhos azuis.
Embora essas semelhanças na aparência e o fato de terem sido criados na mesma casa fosse uma verdade, não havia laços sanguíneos que os unissem.

-Altair? Só poderia ser tu a me pregar uma peça dessas! - respondeu a moça, já no chão e recomposta do susto.

O rapaz abriu um amplo sorriso.

-Confesses, Hilde, que faço tua vida muito mais divertida.

A jovem donzela de Áquila fitou o rapaz, com olhos pretensamente sérios, embora um brilho de inconfessada diversão ondulasse no fundo do mar azul de suas orbes.

-Não tens mesmo jeito, não é, Altair? Vejo até que já estais com o alaúde a tiracolo. Mal começou o dia e estais a dedicar-se a vagabundagem. Ou, como suspeito por suas olheiras e olhar embotado, fostes novamente com Sir Malvoisin e o jovem mestre Trocken para as tavernas de Hogsmeade, dedicarem à vinho, música e mulheres, e chegastes agora ao castelo.

-Mulheres é departamento exclusivo de Jake, Hilde. - respondeu o rapaz com um sorriso maroto a brincar-lhe nos lábios- Tu sabes que sou um artista adepto do amor sincero. Quero dedicar a minha vida a idolatrar uma única musa, a inspiração contínua de minhas canções.

-Sei...- respondeu a grifinória, ajoelhando-se para recolher os nabos que haviam caído no chão. - Sabes, Altair, tu és um nobre, deverias se portar como tal...

O rapaz também ajoelhou-se, ajudando a cunhada a colocar na cesta os vegetais que haviam caído graças à brincadeira dele.

-Tu não me levas a sério, Hilde. - disse ele, com uma pontada de melancolia.

A moça ergueu o rosto, fitando-o o rapaz com ternura e seriedade.

-Tu és que não levas a ti mesmo a sério, Altair. Conheço-te desde que éramos crianças, crescemos juntos depois que seus pais caridosamente me acolheram, e sei que és muito mais do que essa máscara de jocosidade que gostas de usar. Os tempos são difíceis, e teu pai necessita de ti enquanto meu senhor Arcturus, teu irmão, se encontra na guerra.

O moreno levantou-se, irritado, passando os dedos por entre a vasta cabeleira escura.

-É isso que eu sou, não? Uma sombra de Arcturus...Um mero substituto enquanto o meu tão valoroso irmão está ausente. Por vezes, desejo que ele nunca retorne das Cruzadas!

-Não diga isso! - Hilde gritou, levantando de imediato - Nunca mais repita isso!

Altair fitou a moça pequena que estava à sua frente, olhos marejados, apertando com força as unhas contra as palmas das mãos. Hildegard sempre aparentava ser uma fortaleza inabalável, por isso, muitas vezes ele se esquecia do quão frágil na verdade ela era.

-Desculpe, Hilde. - disse ele, tomando as mãos dela entre as suas - Eu não queria te magoar...Embora realmente não entenda tamanha consideração de sua parte para com meu irmão...

-Disseste tudo, Altair, ele é teu irmão, e meu noivo. - respondeu a moça, soltando-se do rapaz.

-Mas tu não o amas, sei disso.

Hilde balançou a cabeça. Por vezes era difícil acreditar que Altair era apenas um ano mais velho que ela, tamanha a inocência que ele às vezes revelava frente as verdades do mundo.

-Casamento e amor são a mesma coisa apenas para sonhadores como você. E Arcturus é um bom homem. Pela honra de meus falecidos pais e pela honra de vossos pais que me acolheram com tanto afeto, pretendo ser uma boa esposa para teu irmão. È a coisa certa a se fazer.

-È por causa dessas tuas afirmações, que por vezes acho que deverias estar na Corvinal! Ès racional demais, minha cara. E sabes, Hilde, Arcturus não é esse primor de pessoa que tu e meus pais acreditam, e não venhas me dizer que digo isso por mero ciúmes fraternal. Olha, - disse o rapaz, deixando um suspiro resignado escapar-lhe por entre os lábios - não vou mais discutir contigo sobre isso. Não adianta e apenas te faz ficar infeliz. E a última coisa que quero em minha vida é te ver infeliz.

-Eu não estou infeliz, Altair. Tu sabes o quanto gosto de ti, apenas queria que encontrasses um rumo na vida, apenas isso. Estimo-o muito e tudo que desejo é a tua felicidade. - respondeu a morena enquanto abaixava-se para pegar o cesto já cheio que estava pousando no chão.

-Deixe que eu leve para ti - Altair se prontificou, tomando o cesto das mãos de Hildegard. - Estais indo para onde?

-Para a cabana da Floresta, visitar mestre Gutts, nosso guarda-caças, e também Tia Esmer, a esposa dele. - respondeu a moça.- Bem, na verdade, quero mesmo conversar com Tia Esmer, ela ficou de me ensinar a fazer algumas infusões de ervas.

-Deixe Lord Goddric saber que tu estais a aprender poções com uma leiga. - respondeu o rapaz, rindo.

-Se ele fosse um pouco mais tolerante com as donzelas nas classes dele, eu não precisaria recorrer a Tia Esmer. Além disso, ela sabe coisas do "magia do povo" que nenhum dos intelectuais do castelo sequer ousa admitir existir.

-Cadê? Cadê? - Altair perguntava olhando por cima de Hilde - Onde foi parar minha doce e contida Lady Atwood, porque quem está do meu lado nesse momento é a sagaz Sharp Elric!

Hildegard riu, batendo de leve no braço do rapaz.

-Seu besta! - disse ela, mais relaxada, enlaçando o braço do rapaz, enquanto desciam os íngremes terrenos em direção à cabana.

Em seu íntimo, a morena sorria, satisfeita. A vida poderia ter lhe tomado os pais, e também o irmão mais velho, William, que desaparecera nas Cruzadas, mas lhe dera de presente Altair, com quem crescera e dividira muitos momentos de felicidades e alegrias. Apesar daquele jeito irresponsável, sabia que poderia sempre contar com ele como seu porto seguro e sua fonte de alento. Seria eternamente grata, às fiandeiras do Destino por terem bordado o cunhado na malha de sua vida.


Declarado, dito e feito por artista
||




<body>