\\Sobre o Accio Past//

Salazar Slytherin, Godric Gryffindor, Helga Hufflepuff e Rowena Ravenclaw tiveram a belíssima idéia de criar a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts em meados do século X. E nisso se baseia esse site, nas sete primeiras turmas dessa escola da Grã-Bretanha. Por favor, sinta-se à vontade para desfrutar das histórias de cada um dos alunos dos "Quatro Grandes".

\\Informação Importante//

O site Accio Past é de nível PG-13, com conteúdo de leve violência, e outras insinuações. Se você é facilmente influenciado por este tipo de informação, por favor retire-se.


\\Correios Coruja//

acciopast@gmail.com

past@acciocerebro.com.br

\\Integrantes//

Grifinória



Nome:Senhor Charles Trocken, mas muitos o chamam apenas de Charlie
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Grifinória
Animal de Estimação: Norwick, um cavalo alado da raça etoniana.
Varinha: Cedro, cerda de coração de Verde-Galês, 27 centímetros, flexível. Ótima para azarações ofensivas.
Gostos: Duelos, cavalaria, magia, pesca.
Desgostos: As paredes geladas do castelo, o pai.
Descrição: Um garoto baixo, até mesmo para a época, quando a estatura média era menor que 1,50m. Olhos de cores diferentes e miopia em ambos. Seu corpo é atlético devido aos duelos e competições eqüinas. Personalidade tranquila e romântica, obviamente sexista. Se culpa por ter falhado em matar o pai.
Histórico: Quando o menino nasceu, sua filha nobre o excluiu e desertou, o abandonando na floresta. Sua mãe o acompanhou, e o pai relutantemente também. Quando Charles era pequeno, viu o pai violentando sua mãe, e então o esfaqueou o tanto quanto pôde. Porém ele sobrevieu, e Charles e sua mãe se mudaram para outro feudo e recomeçaram suas vidas. Charles então foi convocado por Godric Gryffindor, dizendo ser um padre, à Hogwarts, suposto convento, onde aprendeu a ler e escrever. Não querendo abandonar a mãe, a trouxe consigo ao feudo dos Quatro Grandes.



Nome: Sir Jake de Malvoisin, o Vesgo
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Grifinória
Animal de Estimação: Línio, um cavalo alado da raça etoniana.
Varinha: 18 centímetros, pêlo de unicórnio (que eu mesmo fui atrás!), visco. Brilhante, bonita, e faz umas coisinhas lindas quando eu balanço ela de um jeito certo.
Gostos: Vinho quente de inverno, corpo quente de uma garota.
Desgostos: Mormaço, tédio.
Descrição: Baixinho, pálido, de olhos negros e cabelos castanho escuríssimo. É ligeiramente estrábico, o que lhe dá o apelido de Jake, o Vesgo entre seus amigos.. Jake é o típico irresponsável e inconseqüente que deveria estar numa cruzada louca em algum lugar distante. Em vez disso, está em Hogwarts estudando magia. Apesar de ser meio estrábico, consegue atirar com Arco e Flecha melhor do que muitos ali. É galanteador, e não se importaria em levar qualquer garota para um cantinho escuro. É corajoso (leia-se, LOUCO E ATIRADO), e tem um senso de justiça relativamente grande.
Histórico: Jake de Malvoisin é o terceiro filho da família bruxa mais influente de York. Malvoisin é normando, e já que seu irmão mais velho herdará o feudo e seu outro irmão entrou para cavalaria, a ele restou a vida eclesiástica - a qual, apesar dele se esforçar para gostar, ele não leva o menor jeito.


Nome: Lady Hildegard Atwood
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Grifinória
Animal de Estimação: Possui um hipogrifo na casa de seu futuro sogro e tutor, mas trouxe para a escola uma pequeno corvo de olhos castanhos chamado Matt.
Varinha: Carvalho, 20 cm, cujo cerne é uma mistura exótica de fio de cabelo de banshee com crina de unicórnio, herdada da falecida mãe. Excelente para feitiços de defesa e ataque.
Gostos: Sentir o vento nos cabelos em uma noite enluarada. Trabalhos manuais em geral, em especial o bordar de tapeçarias. Tem verdadeiro apreço pelas artes, em especial livros, música e trovas cantadas por menestréis de talento. Em termos de feitiçaria, possui especial dedicação às artes dos feitiços e da transfiguração.
Desgostos: Como uma boa dama da nobreza, Hildegard guarda seus desgostos para si própria, mas, por seu espírito altivo e independente, Hilde muitas vezes se sente indignada pela submissão a que ela e todas as mulheres da época são submetidas. Resigna-se com o fato por gratidão aos futuros sogros e tutores.
Descrição: Morena, de longos cabelos cor da noite e olhos muito azuis, acostumou-se desde criança a guardar seus sentimentos para si como se espera de uma dama da alta nobreza. Mas por trás desse aparente recato e frieza, encontra-se uma jovem altiva e corajosa, que guarda um forte desejo de liberdade e paixão dentro de si. Contudo, coloca sua honra e seus deveres em primeiro lugar.
Histórico: Filha de nobres bruxos, Hilde teve os pais assassinados misteriosamente quando tinha 8 anos de idade. Estando seu irmão mais velho, William, está nas Cruzadas Bruxas, em um cerco contra o grã-vizir Iznogud, a criação de Hilde passa a ser responsabilidade da família Blackwell, para cujo filho mais velho. Arcturus, ela foi prometida em casamento desde criança. Tendo sido, também Arcturus despachado para as Cruzadas, Hilde é enviada para Hogwarts, juntamente com seu cunhado, Altair, para completar a sua formação como feiticeira.


Corvinal


Nome: Lady Hellen de Tirania
Idade: Dezesseis anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Corvinal
Animal de Estimação: Não tem. Uma mulher não deveria perder tempo com essas bobagens.
Varinha: Pinheiro, folha da bíblia queimada, rígida, 15 centímetros. Não faz muitas coisas.
Gostos: Rezar, estudar, corrigir, e utilizar magia para coisas puras.
Desgostos: Damas rebeldes, coisas que vão fora do comum.
Descrição: De estatura baixa, Hellen tem cabelos castanhos e quase sempre presos de diversas maneiras. Os olhos são cor de mel e provavelmente a parte mais vívida de sua personalidade. É calada e respeitosa aos homens e mulheres mais velhas, porém trata terrivelmente mais novos, e mulheres rebeldes.
Histórico: Hellen de Tirania é filha de dois nobres bruxos, que foi educada em casa até alguns anos atrás. Como qualquer outra bruxa que vivesse antes de Hogwarts, Hellen deveria aprender em casa magia, apenas o suficiente para poções e poucos feitiços, por quem devia lidar com isso eram os homens. Mas a notícia da escola afetou positivamente o pai da garota, Sir Gordon de Tirania, e ela foi admitida na escola sob o tutorado de Lady Ravenclaw. O pai morreu há algum tempo, e os dois irmãos estão agora nas cruzadas bruxas, sobrando portanto ela e a mãe, demasiada doente, para cuidar do feudo. Já está prometida em casamento para Ercles de Forgras, um jovem que anseia virar brevemente o Duque de Tirania.


Sonserina

Nome: Lady Lavínia Hougan Caldwell
Idade: Quinze anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Sonserina
Animal de Estimação: Uma águia chamada Akira. Muito bem treinada ela pode inclusive entregar cartas.
Varinha: 23 cm, Mogno, contêm uma cerda de testrálio juntamente com uma pena de águia e duas gotas de sangue de unicórnio. É excelente para sortilégios complexos.
Gostos: Ler, preparar poções, passear.
Desgostos: Cavalaria, depois que caiu do cavalo, com 5 anos, ficou com trauma.
Descrição: Ela é alta e tem cabelos castanhos-dourados. Os olhos espantosamente verdes conseguem esconder bem as emoções dela. É bonita e tem o corpo esbelto até mesmo em baixo dos vestidos longos. É vitima de cortejos de vários rapazes. Lavínia é bem introvertida. Ela prefere ouvir a falar e raramente é vista em clubes, que não sejam de poções, sua matéria predileta. Adora criar novas poções e fazer testes. Tem um porte altivo e é uma exímia dueladora, apesar de o evitar fazer ao máximo. Tem problema com aritmancia, uma vez que não é boa com números, salvo a quantidade exata de ingredientes que se coloca numa poção. Quando está com os amigos pode se tornar bem humorada e divertida. Apesar de parecer sempre séria tem uma tendência a desobedecer a regras.
Histórico: Lavínia nasceu envolvida por mágica, e como não pudesse ser diferente deu sinais de magia aparente aos 3 anos quando fez alguns livros, que estavam na última prateleira do escritório, levitarem até ela. Até os seus onze anos recebeu educação em casa com o pai e alguma ajuda da mãe. Completados os 11 anos, no entanto recebeu a visita de Rowena Ravenclaw para ir à Hogwarts, escola onde vem estudando desde então.


Nome: Sir Matthew de Aldearan
Idade: Vinte e cinco anos
Ano Escolar: Não estuda no colégio.
Família: Não tem uma. É professor de duelos junto a Norman Huckle. Colocado na Sonserina, por sua boa relação com Salazar Slytherin.


Lufa-Lufa


Nome: Senhorita Mira Barlow
Idade: Quinze anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Lufa-Lufa
Animal de Estimação: Um cavalo branco chamada Scadufax.
Varinha: Carvalho, pena de pégasus, 25 centímetros.
Gostos: Cavalgar, andar na floresta sentindo a natureza e cozinhar, sou uma cozinheira de mão cheia.
Desgostos: Cela lateral feminina para cavalos e Salazar Slytherin, tenho medo dele.
Descrição: Longos cabelos ruivos e olhos negros como onix. Discreta com a aparência e sobre a própria vida, não gosta que perguntem detalhes de sua família. Poucos sabem sobre seus pais, pois o casamento entre trouxa e bruxa não são bem vistos no mundo mágico. Não gosta, nem deixa, ser tratada como inferior por ser mulher.
Histórico: Mira foi criada em Hogsmead e sabia da existência da Escola de Magia de Hogswarts que tinha sido criada nas redondezas. Quando tinha 9 anos, ela foi andando através da floresta para poder ver de perto Hogwarts e se conseguisse alguma das aulas. Quando estava chegando perto da porta, foi flagrada por Salazar Slytherin que a mandou voltar para sua casa, assustando-a dizendo que se voltasse lá sem convite ela seria comida da cobra dele. O tio de Mira foi reclamar com os outros professores sobre o que aconteceu e Godric Gryffindor pediu desculpas e afirmou que no ano seguinte sua sobrinha seria convidada e depois seria sua filha.


Nome: Senhor Naheen Aziz Al-Merhej
Idade: Quinze anos
Ano Escolar: Quinto
Família: Lufa-Lufa
Animal de Estimação: Um cavalo árabe chamado Touffi.
Varinha: Azevinho, 23cm, dente de Esfinge.
Gostos: Carneiro Assado com hortelã, Astronomia, Filosofia.
Desgostos: Duelos (Péssimo com varinha), usar turbante.
Descrição: Estatura mediana, magro, pele morena, cabelo curto preto, olhos grandes e castanhos, lábios grossos, dentes muito brancos, nariz grande, mãos bonitas. É muito peludo para a idade e se barbeia todos os dias. Veste-se como um jovem europeu de classe alta e detesta usar turbante, mas tem que fazê-lo quando em família.
Histórico: Nascido em uma aldeia em Al-Andalus (Hispânia muçulmana), Naheen ficou órfão cedo e foi viver na casa de seu tio, o poeta Shiraz, em Córdova. Lá, ainda menino, entrou em contato com Maslama e seus discípulos, astrônomos famosos que estudavam as obras do grego Ptolomeu. A convocação para Hogwarts deixou o garoto surpreso, e mais ainda ele ficou quando seu mestre e seu tio concordaram com sua ida para a escola de bruxos. Naheen a freqüenta com grande proveito, mas deve se ater a três promessas: usar o que aprender para a glória de Allah e do Islã, seguir os preceitos do Corão e manter de pé o noivado com sua prima, Amina, a quem deverá desposar quando voltar a Al-Andalus.

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Thursday, February 23, 2006
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Finalmente, de volta ao lar



Diana estava acabando de jogar uma água na exausta Ciça quando Artemis apareceu no local.

- Olá, Di - cumprimentou o garoto, chamando a irmã por um apelido pouco conhecido.

- Artemis - respondeu a loira, em tom de cumprimento.

- Cadê a sua cela? - perguntou o garoto. Diana teve o cuidado de chutar a cela masculina que usava (nenhuma mulher que realmente goste de cavalgar se submete àquelas celas ridículas) antes de responder:

- Eu guardo as coisas, Artemis. Não largo minha cela jogada por aí.

- Ah, é? - Artemis pulou a cerca do estábulo, aproximando-se da irmã. Diana deu dois passos para trás, tomando o cuidado de ocultar completamente a cela que usara - você está me enganando, e eu sei disso. Há algo de errado nesse seu comportamento, Diana, e eu vou descobrir. Só não espere que eu vá te acobertar - Artemis voltou para a casa, deixando uma Diana enfurecida no estábulo.

- Cara chato! - exclamou ela, enquanto voltava para casa, para verificar se tudo estava dentro do malão. Hoje, finalmente, Diana embarcaria em Hogwarts.

Ao chegar em casa, porém, a jovem descobriu que Artemis era o pior de seus problemas.

- Diana, querida, olha quem veio se despedir! - anunciou sua mãe, animada.

- Que absurdo, suja de barro desse jeito. Nem parece uma dama - criticou Peer O?Gossy, sogro da garota. Seu noivo, Yuri, levantou-se imediatamente, e cumprimentou-a com um polido beijo nas costas da mão.

- Bom dia, Sir. O'Gossy - cumprimentou a menina, abaixando a cabeça em uma reverência educada - agora, com licença, vou até meus aposentos para checar meu malão.

Diana saiu, Yuri logo atrás.

- Bom dia, Sir. O'Gossy - imitou ele, quando fechou atrás de si a porta do quarto de Diana - muito bem.

- Você me animou tanto, com aquela idéia de morar no castelo, Yuri - declarou ela, com um sorriso no rosto.

- Ora, era lógico, Diana. Você gosta tanto de lá, não seria mais feliz em outro lugar - explicou o garoto, colocando as mãos no bolso.

Diana pulou no pescoço do garoto.

- Quer saber? Acho que esse casamento vai dar muito certo.

Yuri abraçou a menina pela cintura, fazendo pouco caso do pouco de barro que estava à saia da garota.

- Tenho certeza que sim. Sempre tive.

Então, lentamente, quase involuntariamente, os dois se aproximaram, beijando-se. Mas, tão rápido quando se juntaram, separaram-se de novo.

- Desculpe - pediram ambos, em um uníssono constrangido.

- Err... eu vou lá embaixo, não demora para se trocar - disse Yuri, com um meio sorriso, saindo do quarto em seguida.

Em um ritmo atordoado, porém rápido, a jovem corvinal arrumou as últimas coisas na mala, e trocou de roupa, descendo em seguida.
- Querida, já arrumamos suas coisas, só faltava o malão - avisou Kamilly, abraçando e beijando a filha - seu irmão vai com você.

Diana olhou com o rabo do olho para Artemis, que sorria presunçoso. Sabia porque o insuportável iria acompanhá-la até lá. Como se ela fosse usar a cela masculina com ele por perto. Com qualquer um por perto, aliás.

A loira despediu-se de todos, e, ao montar em Ciça e ganhar as estradas que a levavam para a escola, sentiu uma satisfação imensa. Finalmente estava indo para casa.


Declarado, dito e feito por Nicky Gardner
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Wednesday, February 22, 2006
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Lberdade? Que milagre.



Eu imaginava que as coisas seriam diferentes a partir do momento que recebi aquela carta. Lembro-me claramente do momento que isso aconteceu. Estava lendo um determinado livro escondido de meus pais. Escondido pelo simples fato de não ser de acordo com suas devidas crenças. Prefiro não citar isso agora.

O papel era meio amarelado lacrado com o emblema da escola. Era um "H" com vários símbolos animalescos ao seu redor. Por alguns minutos, pensei que era algum tipo de convite para um zoológico. Lembro-me que Anastácia entregou o tal pergaminho com extrema curiosidade. Bendita hora em que mamãe colocou-a para me vigiar 24 hrs.por dia.

Mas não é sobre isso que quero falar.....
Quanto mistério.......tudo pra nada.....

Ao abrir o envelope me assustei completamente com o conteúdo. Não digo que fosse algo temeroso, mas não digo também que fosse algo "aceitável". Estava sendo convocada para estudar em uma escola de bruxaria. Por um lado, fiquei extremamente contente, mas pelo outro, sabia que meus pais nunca permitiram uma coisa dessas.

Papai e Mamãe sempre foram reservados em suas decisões, mas nunca foram da mesma forma com o quesito religião. Isso, não era meu caso. Por mais que fosse contra as regras da casa, não aceitava esse tipo de "fanatismo". Acreditando que poderia mudar muita coisa, entreguei o pergaminho aos meus pais que não demorou a ser ao fogo. Olhei atentamente minha esperança virar cinzas.

Mas os pergaminhos voltaram, juntamente com um visitante algumas semanas depois. Eu não cheguei a saber quem era,pois foi logo mandada a ficar em meu quarto. Não consegui ouvir nada pela brecha deixada entre minha orelha e a porta. Ouvia-se ao longe,apenas, que era uma mulher.

Esperei por longas horas, até que ouvi passos na escada. Sentei-me na cama e fingi ler alguma coisa quando mamãe entrou em meu quarto com uma feição nada boa. Ergui os olhos do livro e a encarei esperando minha sentença. Minha mãe falava com extrema dificuldade naquele momento.

- Você irá para aquela escola. - disse Scarlett seriamente.

Naquele instante, senti um formigamento enorme na barriga.Iria?

- Sério, mamãe? - perguntei contendo o sorriso.
- Sim, mas não irá dizer nada a ninguém. Tomaremos providências sobre seu sumiço demorado, mas nem pense em desfrutar muito. Não queremos nossa filha envolvida com o que não presta.

Suspiro. Era a única coisa que poderia fazer naquele instante. Estava segurando minha língua para não dizer besteiras. De uma forma, eu estaria envolvida com o que não "prestava" e estava muito contente com isso.

- Anastácia cuidará de suas coisas. Amanhã partirá!

Mamãe cerrou a porta com grande estrondo.Aquilo doeu muito em meus tímpanos.
As coisas se tornaram um pouco complicadas. Ewan e Anastácia saíram as pressas para comprarem os objetos que necessitava enquanto eu passei o dia inteiro ajeitando o essencial para a "mudança". Era bem tarde quando tudo estava arrumado e bem colocado na carruagem da família. A minha viagem deveria ser naquela noite,pois estava um pouco distante de Londres. Estranhei a presença de mais uma pessoa, mas logo fora esclarecido que era um "guia" de viagem.

- Até mais, mamãe! - eu disse abraçando-a. Ela não estava com uma expressão nada animadora na face.
- Cuide-se! - disse meu pai me dando um abraço apertado. - Deus irá te proteger!

Naquele instante, lembrei do medalhão que sempre carregava comigo. Não que tivesse alguma ligação, mas eu sabia que aquele pequeno objeto me protegeria da melhor forma possível. Olhei ao redor e me despedi mentalmente de casa. Era a primeira vez que iria para tão longe daquele lugar que sempre me acolheu.

- Até mais! - eu disse entrando na carruagem com a ajuda do cocheiro de nossa família.

A partir daquele instante, eu poderia sentir claramente o frescor da minha liberdade.


Declarado, dito e feito por Kális Lune Éloigné
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Tuesday, February 21, 2006
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Era uma tarde fria de sexta-feira, a qual dava passagem a uma alegria na casa dos Cox Bauer, o primeiro integrante estaria indo finalmente para uma escola de magia e bruxaria de Hogwats, uma nova escola que tinha aberto neste mesmo ano por quatros bruxos muito respeitados por todos. O valente Godric, o astuto Salazar, a Inteligente Rowena e a meiga Helga. O quarteto poderia ser denominado o mais estranho de todos,a final nenhum combinava com o outro em tudo, quatro pessoas coordenando uma única escola talvez não fosse a escolha mais certa a se fazer, mas ao contrário do que todos pensavam os quatro se davam muito bem, obrigado.
Clarissa havia descido de seu quarto para se despedir de seu neto, o que trouxe a todos um ar de bons fluídos chegando, pois a velha senhora nunca havia saaído do quarto desde os últimos quinze anos de sua vida. A mãe e o pai estavam orgulhosos do filho. Seria horrivél separarem um do outro, mas no entanto nescessário. O restante da familia não podia ou não queria estar presente, o qual era o caso de Alberto Cox, o qual aachava que a escola só serveria para tirar dinheiro de pais que não fossem bom o bastante para ensinar seus filhos.
-Seja bom filho-Sussurou Isabella antes de soltar o menino de um grande e apertado abraço.
-Estamos orgulhosos, e sempre estaremos orgulhosos de você. Se acontecer qualquer coisa que faça você mudar de idéia e querer voltar para casa nos avise e em algumas horas te tiramos de lá, tudo bem?-Falou o pai e passou a mão pelos cabelos lisos do filho.

-Sim pai-Disse envolvendo o senhor em um abraço forte.

-Mande noticias-Falou Clarissa e logo em seguida correu escadaria acima.

-É hora de partir-Anunciou um serviçal da familia.

-Adeus pai, mãe-Disse o filho balançando a cabeça para cada um deles antes de embarcar na carruagem que haviam dois pegásus na ponta. Em poucos segundos estavam no ar, destino a Hogwarts.

-Está animado para ir a escola de bruxaria Sr. Bauer?

-Muito James, é magnífico! E o melhor de tudo, lá poderei aprender mais sobre os seres do outro mundo, quem sabe eu possa fazer contato com eles?

-Ainda com a idéia dos eds?

-Ets James, Ets. Sim, eles existem e um dia eu vou provar a todos vocês!

-Sim, claro senhor. No mesmo dia cavalos voaram.

-Não se você percebeu mas nos estamos andando em dois cavalos voadores, eles são pegásus, mas não deixam de ser cavalos. Isso é uma prova de que os ETS existem.

-Uma prova? Porque? Os Eds dão o poder de cavalos voar?

-Ets! E não, isso quer dizer que eles existem porque as pessoas não acreditam, quantas pessoas achamq ue cavalos não voam? E quantas nem sabem da existência de magia? E nós, bruxos, não somos superstições, lendas ou qualquer coisa assim, somos reais! E garanto que nesse exato momento alguns ets estam ouvindo a nossa conversa e dando risada de você James.

-Está bem, vamos tirar a prova, posso?

-Claro, se você souber o que fazer..

-Eu ordeno que se essas criaturas horrivéis existirem elas apareçam aqui agora ou mandem uma raio para a nossa embarcação, assim cairemos e morreremos, mas no entando com uma certeza, de que vocês realmente existem.

-James não!

-Vamos, bichos arrogantes, acabem conosco!

O céu continuou nublado e nada aconteceu. Os passáros continuaram a voar em volta da carruagem piam feitos loucos, mas nenhum raio acertou eles.

-Está vendo Sr. Bauer, não a nada o que temer, essas coisas não existem.

Os proxímos quarenta minutos de viagem foram totalmente silênciosos. Quando conseguiam ver o enorme castelo de Hogwarts, nuvens grandes e escuras cruzaram o caminho da carruagem, em pouco tempo uma chuva forte e poderosa começou a se formar.

-Está vendo! É um sinal!-Gritou o menino alegre

-Sinal? O Senhor não está achando que... Jude Cox Bauer! Chega disso, você não é mais cirança, você realmente acha que eds existem?

-Sim e essa é a prova!

-Se isso fosse uma prova porque eles esperaram todo aquele tempo para mandar isso como um sinal que eu havia pedido a tempos atrás? Isso é bobagem e chega desse assunto, vou contar tudo ao seu pai assim que chegar em sua casa. Chegou a hora de crescer.

-Se eu fosse você quebrava a cara dele-Disse um aspectro transparente passando por entre a carruagem fazendo o menino gelar.

-Esse anso viemos voando, não tem perigo dos não bruxos nos ver?-Perguntou o rapaz não querendo pensar no que acabara de ocorrer.

-Não Sr. Bauer, estamos vindo por um caminho sem civilização, sem bruxos nem não bruxos. Vamos entrar no castelo em poucos segundos, segure Sr.Bauer-Anunciou James e fez uma desastrosa pousada nos gramados do imponente castelo.

-Muito obrigado James-Falou o rapaz com raiva retirando sua varinha da mochila e entrando no castelo, o restante do material era carregado pelo bedel Alphonse Havoc que aguardava os alunos no hall de entrada do castelo.

-Tenha um bom ano-Gritou James mas não houve respostas.

Jude entendeu que seria apenas ele com ele daqui por diante, duvidaria muito que encontrasse alguém que acreditasse em seres de outro mundo, mas ele um dia iria provar a todas aquelas pessoas que ele estava certo, e não seria com uma simples chuva, ele estava disposto a fazer contato com os seres ou até mesmo capturar um deles.

Por: Jude Cox


Declarado, dito e feito por DiH
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Monday, February 20, 2006
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O feudo de Lord Audrey Elric era uma extensa quantidade de terras no sudoeste da Inglaterra. Em todas as fronteiras de sua propriedade erguiam-se muralhas edificadas ora em pedra, ora em grossos troncos de carvalho. Visto de fora parecia mais um forte de guerra do que as terras de um senhor feudal. O seu interior era desconhecido para quase todos os habitantes da região.
Um fato deveras estranho era que nenhuma pessoa que não fosse vassalo ou convidado de Lord Elric jamais conseguira entrar em seu feudo. Qualquer visitante ou curioso que chegava a menos de um quilômetro das muralhas sentia-se repentinamente confuso, como se tivesse levado uma forte pancada na cabeça. E então, sem saber ao certo como chegara ali e o que estava fazendo naquele lugar, dava meia volta e traçava, cambaleante, o caminho contrário. O motivo era que as fronteiras do feudo estavam protegidas por fortes encantamentos de segurança antitrouxas, reforçados ao menos três vezes por ano pelos servos.

Não havia naquele lugar uma só pessoa que não houvesse nascido com sangue mágico correndo em suas veias. Todos ali eram bruxos, e tudo ali inspirava magia. Ao invés de instrumentos de madeira e arados puxados por bois, varinhas de condão e adubo feito com excremento de Mooncalf eram usados para cultivar as terras que, obviamente, produziam muito mais do que os feudos comandados por trouxas.

Os estábulos repletos de tímidos Porlocks abrigavam cavalos fantásticos dotados de asas. Abraxanos, enormes palominos brancos, com cascos do tamanho de pratos, fortes e velozes. Montaria de elite, usada somente pela família do suserano e os jovens que defendiam o brasão do feudo nos Jogos de Cavalaria Bruxa. Os vassalos faziam uso de etonianos, cavalos castanhos e menores.

E também haviam numerosas arenas de treinamento e combate, que variavam de tamanho entre si. Ali garotos das mais diferentes faixas etárias aprendiam a arte dos duelos bruxos. Isso porque Lord Elric em sua juventude fora o mais famoso campeão dos Jogos de Cavalaria Bruxa. Foi através de sua excepcional habilidade na montaria, em duelos mágicos, na esgrima e no uso do arco e flecha, que fizera a fortuna com a qual adquiriu suas terras. Infelizmente o Lord já ultrapassara a idade limite para competir nesses torneios, e visto que não tivera um filho homem para sucede-lo, treinava como seus pupilos os primogênitos de seus vassalos.

Mas Lord Elric possuía sim um herdeiro: sua única filha, Rosette. Uma garota cuja origem não era muito clara, visto que Audrey jamais havia se casado. Provavelmente era fruto de algum caso passageiro do suserano... Mas, apesar da criança ser bastarda, ele tomou para si a responsabilidade de cria-la e deu a ela o seu sobrenome e herança.
Rosette Lorraine Elric. Uma jovem de dezesseis anos que, ao contrário da maioria das moças de sua idade, ainda não estava casada e sequer prometida para nenhum rapaz. Os motivos disso ninguém sabia, afinal cabia somente a Lord Elric decidir quando e com quem sua herdeira iria se comprometer. E, enquanto o dia do matrimônio não chegava, Rosette levava sua vida na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, primeiro centro de ensino das artes mágicas na Europa, fundado pelos quatro maiores bruxos da atualidade: Godric Gryffindor, Rowena Ravenclaw, Helga Hufflepuff e Salazar Slytherin. A jovem feiticeira encontrava-se justamente sob a tutela desse último, o astuto Slytherin das charnecas, que, por questões de cortesia para com Lord Elric, pessoalmente guiara Rosette até sua escola quando a menina tinha onze anos recém-completos.

Com o início do mês de setembro o período de recesso de veraneio terminava e a garota reiniciaria seus estudos na escola dos Quatro Grandes, agora freqüentando o quinto ciclo. A carruagem que a levaria para o castelo de Hogwarts já estava à espera na porta do palacete que era a moradia da família do senhor do feudo.
Havia também uma segunda carruagem, que serviria para transportar somente a bagagem da garota, e oito jovens de armadura montados em abraxanos, que seriam a sua escolta. Lord Elric fazia questão que a filha chegasse em Hogwarts ostentando sua posição de nobreza.

Rosette, trajando um belo vestido de veludo cor de vinho e uma fina capa de viagem, desceu as escadarias da soleira do palacete acompanhada de duas camareiras e de Lady Illyanna Elric. A garota soltou um muxoxo praticamente inaudível ao fitar as duas carruagens. Pelo jeito sua avó e as criadas haviam mais uma vez esmerado-se preparando sua bagagem, tinha certeza de que estava levando roupas o suficiente para uns dois anos de estadia na escola.

- Pegou tudo o que precisava? - perguntou Lady Illyana, uma senhora com quase sessenta anos e aparência rígida e austera. Tinha os cabelos já um pouco grisalhos presos em um coque firme e um olhar de quem não permitia desleixos. Essa era a avó de Rosette.

- Como posso haver esquecido algo se tenho certeza de que a senhora conseguiu enfiar os meus pertences de uma vida inteira dentro desses malões? - perguntou Rosette, soando meio sarcástica.

- Pois deveria dar graças por eu estar aqui! Se fosse deixar tudo por tua conta ficarias o dia inteiro vadiando e essas malas não estariam prontas até agora. Só Merlim sabe como és irresponsável, Rosette!

- Sim, vovó. Perdoe-me. - disse a garota, entediada com o mesmo discurso que ouvia todos os anos.

Lady Illyanna suspirou, exasperada, e então virou-se para falar com as camareiras. Rosette aproveitou-se da distração da avó para aproximar-se de sua escolta, sorrindo e cumprimentando os pupilos de seu pai, os jovens em cuja companhia ela havia crescido e lhe eram quase como irmãos.

- Estás muito bela nesse vestido, milady. - disse um dos cavaleiros, moreno e robusto.

- Agradeço pelo elogio, McBrigh. Queria que estivesse na companhia de sua gaita, assim poderia tocar e eu dançaria para ti. - ela respondeu, rindo, enquanto continuava seu caminho entre os cavalos.

- Não diga tamanha falsidade, Lady Rosette. Todos vimos que na última festa suas danças foram reservadas somente para Sir Liam Belacqua. - foi a declaração bem humorada de um dos outros membros da escolta.

- Vença os próximos Jogos e quem sabe Lady Rosette também conceda-lhe a honra de uma dança, Arvin. - quem respondeu foi um rapaz de cabelos claros e olhos azuis escuros, traços belos e porte impecável enquanto conduzia seu cavalo para perto da garota. Ele parou sua montaria em frente a Rosette e então desceu. De forma respeitosa, segurou a mão direita dela entre as suas e ajoelhou-se numa reverência. - Meus cumprimentos, milady. Faço votos de que seu ano de estudos em companhia dos Quatro Grandes seja proveitoso. Será que poderia conceder-me um minuto de seu precioso tempo antes de partirmos?

Ela sorriu ante os modos respeitosos do rapaz. Liam Belacqua era apenas três anos mais velho do que ela e ainda assim o mais talentoso entre os pupilos de seu pai e filho de uma das primeiras famílias que ligou-se a Lord Elric pelos laços de suserania e vassalagem. Naquele verão o primogênito da família Belacqua sagrara-se campeão dos Jogos de Cavalaria Bruxa, trazendo mais uma vez grande honra para o feudo.

- É claro que sim, Sir Liam.

O cavaleiro levantou-se e, ainda segurando a mão de Rosette, guiou-a para um local mais reservado, atrás de uma das carruagens, longe dos olhares dos demais membros da escolta e também de Illyana Elric.

- E então, o que tem para dizer-me? - questionou ela.

- Na verdade, trata-se mais de um pedido, Lady Rosette. Chegaram aos meus ouvidos boatos sobre um garoto de York dono de grande talento no arco e flecha, dizem que sua pontaria é certeira. Tal jovem estaria atualmente freqüentando Hogwarts, por isso eu ficaria imensamente grato se a senhorita pudesse averiguar em meu nome se tais rumores são verdadeiros. O nome do cavalheiro é Sir Jake de Malvoisin.

A jovem dama assentiu, tentando guardar corretamente na memória o nome do rapaz. Um arqueiro talentoso em Hogwarts? Seria divertido tirar prova da perícia desse tal Sir Jake.

- Considere seu pedido acatado, Liam. - ela sorriu, embora seus olhos ambarinos denotassem uma pontada de decepção apesar das boas novas - Entretanto, esperava que a natureza de seu assunto comigo fosse um pouco diferente...

O rapaz mexeu nos próprios cabelos, um tanto encabulado após aquela observação de Rosette, sabia bem do que ela estava falando... Três dias atrás realizara-se no feudo uma enorme festa em honra de sua vitória nos últimos Jogos, e ele havia dançado durante a noite inteira com a filha de Lord Elric.

- Quanto à última festa que tivemos... Saiba que melhorou bastante como dançarina, milady, quase não pisou nos meus pés dessa vez. - disse ele, os lábios curvados em um sorriso.

Rosette, com uma falsa expressão de ofensa, deu um leve empurrão no cavaleiro. Liam apenas riu da reação dela.

- Ora, se desfaz desse jeito das minhas habilidades então da próxima vez eu não dançarei contigo nem que me implore de joelhos! - a garota provocou, empertigando-se e jogando os longos cabelos para trás.

- Mas eu apenas lhe fiz um elogio, Lady Rosette. - ele tentou falar entre risos.

A sonserina estreitou os olhos, embora um sorriso divertido lutasse para aflorar de seus lábios rosados.

- Cale a boca. E vamos logo, antes que você me atrase ainda mais, Sir Liam Belacqua.

O rapaz a seguiu e apressou o passo para alcançar a jovem feiticeira. Rosette lançou-lhe um olhar irônico pelo canto dos olhos e ele apenas sorriu de lado. Intimamente sentiam vontade de rir perante o último pequeno embate verbal que tiveram. Porém ambos estancaram o passo e suas expressões congelaram-se ao ver o rosto furioso de Lady Illyanna surgir à frente deles.

- Onde estava, Rosette? E ainda mais na companhia desse jovem? - ela lançou um olhar de censura para Liam - Perdeu completamente as noções de respeito, rapaz?

- Vovó, Sir Liam estava apenas sendo gentil em responder à minha pergunta sobre como será posicionada a escolta durante o nosso percurso para Hogwarts. - Rosette interferiu, dotada de seu tom de voz mais recatado e o sorriso mais doce que conseguia dar. - Agradeço pela sua paciência e boa-vontade em explicar-me, Sir Liam. - ela fez uma ligeira reverência para o cavaleiro.

- É um prazer para mim servi-la e protege-la, milady. Se precisar de qualquer coisa durante a viagem, por favor, não hesite em chamar-me. - ele respondeu, seguindo a deixa da garota e também fazendo uma respeitosa reverência, e então voltou-se para Lady Illyanna - Foi uma honra vê-la, senhora. - e após essas palavras e mais uma reverência ele partiu, indo tomar seu lugar na escolta.

Sem mais encarar a avó e apenas murmurando um vago "Até mais ver", Rosette embarcou em sua carruagem.

Illyanna suspirou, ainda não inteiramente convencida. Não aprovava a maneira como Audrey criara a filha, permitindo que Rosette aprendesse a montar e duelar como um de seus pupilos... Temia pelo futuro de sua neta, que tipo de dama ela se tornaria? Que homem gostaria de desposar uma mulher que sabe esgrima, mas é um verdadeiro desastre com culinária e trabalhos artesanais?

Tentando enterrar esses pensamentos no fundo de sua mente, Lady Illyanna acenou em despedida para as carruagens e a guarda que já levantavam vôo, transportando Rosette rumo à Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.


Declarado, dito e feito por Rosette L. Elric
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Sunday, February 19, 2006
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A Partida da Fada.



Aquele poderia ter sido tomado como um dia absolutamente comum para uma pessoa que olhasse de longe. Não havia nada no sol que brilhava majestoso ou no suave canto dos pássaros que indicasse que se tratava de um dia triste para o Clã Elinarth.
O que se tornava intrigante na cena que ocorria em uma pequena aldeia era que não haviam homens, rapazes ou meninos para demonstrarem falsa força. Todas as pessoas reunidas na pequena praça encentrada por uma fonte eram mulheres, moças e meninas. Não obstante para tornar a cena estranha, as figuras femininas eram todas loiras, pálidas e possuíam os mesmos olhos azuis. Todas elas eram donas de belezas estonteantes, até mesmo a mais jovem garotinha.
A única entre todas elas que não tinha tal aparência, parecia ser o motivo da agitação. Era uma moça, de não mais que quinze anos, cujos olhos e a pele pálida eram tudo o que a tornava normal entre as aldeãs loiras. Se destacava notavelmente, porém, pelas longas mechas da cor da noite que caiam como uma longa cascata abaixo de seus cotovelos.
-Minha pequenina fada...-uma mulher muito parecida com a tal jovem, porém loira como as outras, murmurou, passando os dedos pelos cabelos negros.
-Mamãe...-a moça, chamada Lorelai Elinarth falou, revirando os olhos.-Já estive em Hogwarts durante quatro anos, pare de agir como se eu estivesse partindo em uma viagem sem volta.
-É como se estivesse!-disse a mãe da jovem, parecendo chocada com aquela atitude.-Indo para o mundo dos homens, antes de completar vinte e um anos! E ainda para estudar magia entre aqueles animais irracionais! Mantendo contato com sua cultura imunda e....
-Mamãe, por favor...-resmungou Lorelai, impaciente.-Sei que não concorda com minha decisão de estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, mas poderia parar de repetir essas mesmas palavras? Já devo ter até decorado suas maneiras de ofender aos homens e seu mundo.
-Larian...-murmurou anciã, cujos cabelos brancos tomavam lugar aos fios anteriormente loiros.-Já chega. Lorelai tomou sua decisão. Não vale o esforço de xingar os homens cada vez que ela parte para a escola.
-Mas...-Larian murmurou novamente, aflita. Seus olhos azuis estava tomados de dor e medo.-Não consigo me controlar...Todas as vezes que vejo minha filha partir para aquela selva de pessoas imundas, fico tão aflita!
-Eu ficarei bem.-garantiu Lorelai, pousando a mãe no ombro da mãe.-Não fiquei durante esses quatro anos? Volto no verão. E só me restam mais três anos de estudo. Depois eu...
-Depois vai voltar para a aldeia e viver uma vida normal, não vai?-completou Larian, ansiosa.
-Eu...-Lorelai começou.
Tinha receio de dizer à mãe que não pretendia voltar ao território do Clã Elinarth, depois de terminar os estudos. Não queria voltar para aquela planície oculta por montanhas, isolada do mundo, onde só vivem mulheres descendentes de veelas. Não queria, aos vinte e um anos de idade, ter que sair a procura de um marido, casar com ele, ter uma filha e depois abandona-lo para voltar à aldeia, como fizera sua mãe e todas as outras antes dela. Ser dona do próprio destino lhe parecia mais convidativo. Mas ela não diria aquilo.
-Preciso ir.
-Cuide-se, minha fada.-disse Larian, chamando a filha pelo apelido que ganhara desde pequena.-E não se aproxime demais dos homens!
-Sim, sei disso.-disse Lorelai, irritada.-Homens são monstros. Já entendi o que quis dizer. Terei cuidado, mamãe. Terei cuidado.


Declarado, dito e feito por Lorelai, le fay
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Friday, February 17, 2006
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Um retorno seguro.



Lavínia acordou cedo na primeira manhã de setembro. Levantou e foi até a janela de seu quarto onde pode ver o sol nascendo no horizonte. Resolveu se trocar sem a ajuda da ama e pôs-se a colocar o vestido separado na noite anterior. Fez uma trança nos cabelos e prendeu a ponta com uma fita de seda. Esgueirou-se pelos corredores do castelo e foi até ao jardim onde passeou por entre as flores que ali havia. Sentou-se em um banco de madeira perto do poço e se perdeu em pensamentos. Logo foi chamada a realidade pelo som de passos que se aproximavam. Levantou-se achando que era seu pai, mas quem viu foi o rosto sorridente de seu irmão, Ian. Com um sorriso delicado o abraçou.
-Minha irmã, que fazes acordada tão cedo? ? perguntou, sentando-se junto a ela no banco.
-Creio que perdi o sono, resolvi então dar uma volta pelos jardins.
-É hoje que vais para Hogwarts?
-Sim. Promete-me que vais me visitar?

Ele sorriu e postou um braço por trás das costas da irmã.
-Quando puder eu irei.
-Estarei te esperando.
-Não irás esquecer do que eu te ensinei nessas férias, irá?
-Não.
-E não irás arranjar pretendentes cedo demais não é? Não quero ninguém encostando um dedo em minha irmã.

Ela riu.
-Nenhum que não tenha a tua aprovação, sabes disso.

Ela pousou a cabeça no peito do irmão e suspirou.
-Lavínia, eu vou.

Ela levantou-se e encarou o irmão com o cenho franzido.
-Aonde?
-Na cruzada ao norte do país.

O rosto da menina modificou-se num misto de susto com tristeza.
-Ian, não pode ir! Por favor Ian, não vá!
-Lavínia... Lavínia... Acalme-se ? pediu ele segurando o rosto da irmã.
-Como posso me acalmar quando não sei se o verei de novo nas férias ou feriados? Quando não sei se o verei de novo Ian?
-Não depende de ti, é a minha decisão.
-Ian...!
-Isto não está aberto a discussões Lavínia, estou apenas te informando.

Lágrimas escorriam pelo rosto da menina e ela deu as costas para o irmão.
-Lavínia não seja infantil. Você sabia que eu teria que partir mais cedo ou mais tarde.
-É cedo demais ? ela murmurou.
-Eu nasci sendo treinado para isso minha irmã. É meu dever.
-Não, não é! ? ela exaltou-se ? Sabes que temos exército suficiente para vencer aquela guerra. Sabes que podemos vencer sem ti no meio da batalha. Mas insistes em me deixar em aflição durante o ano para satisfazer um desejo tolo de guerreiro sanguinário. ? as lágrimas já não podiam ser mais controladas e escorriam silenciosamente pelo rosto da menina ? Irá para que possa ter o sangue do inimigo na sua espada e para que seu maldito orgulho fique satisfeito e é por isso e nada mais que está indo. Entretanto ? ela secou as lágrimas do rosto e suspirando retirou a gargantilha de prata com um pequeno crucifixo do pescoço ? respeito o teu desejo e entrego-lhe minha gargantilha para que quando estiver na batalha lembre-se de que deverá voltar e me devolver. É a minha garantia de que o verei de novo Ian.

Ele sorriu e beijou a fronte da irmã. Pegou a gargantilha e colocou-a no próprio pescoço.
-Não irá se livrar de mim tão fácil. Obrigado por entender.
-É meu dever ? ela sorriu tristemente usando as palavras que o irmão anteriormente falara.

Sorrindo ele olhou para o céu.
-É melhor irmos, irá se atrasar para Hogwarts.
-Vai me levar?

Ele acenou afirmativamente e começou a caminhar em direção aos portões.
-Peça para alguma das amas trazer sua bagagem, eu vou chamar o cocheiro.

Ela assentiu com a cabeça e entrou no castelo. Pouco tempo depois estava na estrada íngreme que a levaria para mais um ano em Hogwarts.



*Escrito por Lavínia


Declarado, dito e feito por **
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Thursday, February 16, 2006
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Despedida de Casa



Ainda era cedo e Mira sentiu os raios entrarem pela sua janela. Sabia o que fazer naquele dia, pois há 4 anos ela se despedia de seus tios e ia até a escola. Com a experiência também veio a praticidade, não deixava nada para ser arrumado em cima da hora e sua bolsa com seus pertences já estava pronta.

Virou de lado e observou a prima dormir e pensou que ela também já deveria estar acordando. Em resposta ao pensamento de Mira, Nina abriu os olhos preguiçosamente e deu bom dia para a prima. As duas já estavam preparadas para irem para Hogwarts.

- Mais um ano. - Mira falava para sua 'irmã'.

- Esse ano será melhor que todos os outros. A cada ano sabemos mais. - Nina sentava com os olhos brilhando. - E... Ai! Volta aqui! - A garota tinha caído com uma travessada na cabeça e viu Mira sair correndo do quarto para tomar seu banho

Em menos de uma hora as duas já estavam prontas e com seus pertences, magicamente encolhidos, colocados na bolsa lateral de Scadufax. Aquele cavalo era um dos maiores presentes que seus pais tinham dado para Mira. Sua mãe havia falado que ele sempre a obedeceria e nunca sairia do lado dela, o que era verdade. Até seu tio tinha dificuldade em montar Scadufax.

- O que estão esquecendo? - disse Horace olhando o cavalo para a conferência do que levavam. Ele colocou as espadas das duas embaixo da lateral da cela, pois sabia como era perigoso duas garotas não saberem se defender.

Horace aceitou que não teria um filho homem para sua linhagem e também viu nisso uma preocupação a mais. Iria criar duas garotas na margem de uma floresta e não muito longe da capital inglesa. Ele as ensinou a saber o mínimo de defesa, caso algum rapaz faltasse com respeito a elas. Nina nunca gostou muito, mas ele via o brilho nos olhos de Mira quando pegava uma espada. Ele sabia que a sobrinha treinava escondida e que aceitava que damas não deveriam ficar brincando como garotos, mas se orgulhava pois sabia que ela se empenhava e era muito boa.

O tio de Mira foi desperto de suas lembranças pelo relinchar dos cavalos, que estavam prontos e esperavam suas donas. As duas estavam se despedindo de Julia, que era como uma mãe para a lufana, e da avó delas, Danielle.

- Andem meninas ou vão chegar atrasadas. - Danielle sempre se emocionava quando as netas iram ficar fora tanto tempo.

Mira subiu no seu cavalo e Nina foi com o pai. Os três chegaram rapidamente até a porta da escola, onde se separariam. As duas se despediram de Horace e ficaram paradas admirando o castelo, era sempre uma visão majestosa.

Na estrada do castelo se encontrava Guts, o bedel da escola, encaminhando os alunos para o salão onde os quatro fundadores iriam estar presentes e falariam dos acontecimetnos do ano. Naquele momentos as primas se separariam e cada uma iria para sua mesa.

A lufana viu sua amiga acenar para ela e foi rapidamente para a mesa da sua casa. Estava com saudades de Crys e tinham muito o que conversar, afinal três meses tinham se passado e elas tinham novidades a compartilhar. Mira realmente esperava que fosse um bom ano.


Declarado, dito e feito por Mira
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Wednesday, February 15, 2006
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Assim são as coisas.



O orvalho da madrugada mal havia secado nas gramas verdes do feudo da família Willscroft quando a jovem Aniére caminhava entre as roseiras murchas de sua falecida mãe. De fato, desde a morte de sua mãe ninguém tivera tanto tempo para cuidar das lindas rosas como Greta cuidava, e agora lá estavam elas... totalmente ressecadas.

Aniére sentou-se no chão encostando-se a uma árvore ao lado das roseiras. A garota havia tido outra de suas visões e estava um tanto confusa com a última, não entendera nada do que seus olhos viram; a única coisa que conseguiu decifrar foi sua volta a Hogwarts, pois ela pudera reconhecer os rostos dos alunos e os quatro fundadores da escola, cada um em sua devida mesa. Anie se perguntava se aquilo era realmente uma visão ou um sonho, já que estava tão ansiosa com a volta as aulas.

-Melhor é eu voltar, não há nada que me agrade aqui fora. -disse ela olhando para as roseiras com um sentimento de nostalgia

Assim que voltou ao castelo, notou que havia sujado sua camisola branca no barro em baixo da árvore; Laira, sua madrasta, não iria gostar nada disso, principalmente porque agora o hall do castelo tinha marcas de barro pelo chão.

-Espero que ninguém saiba que fui eu. -disse Anie escondendo um sorrisinho.

Ela caminhou para a sala de jantar para que o café da manhã fosse servido. Sua sorte é que seu irmão, Origan, esta tão preocupado em brincar com a comida e sua irmã, Willivy, mais interessada em seu livro que não notaram sua chegada na sala.

-Bom dia. -cumprimentou Aniére após sentar-se.

-Pelo visto está feliz. -disse Will sem tirar os olhos de seu livro.

-E você estranha isso porque esta sempre de mau humor, não é? -falou Anie servindo-se de chá.

Will abaixou o livro encarando Anie e logo em seguida abriu um sorrisinho.

-Não sou eu a cobra da família.

Aniére bateu a mão com força na mesa se levantando bruscamente. Origan parou de fazer sua torre de purê para observar as irmãs.

-Mais uma palavra contra a Sonserina e eu...

-Você o que? -disse Laira entrando na sala vestindo seu roupão de seda preto. -Vai arranjar outra briga com a sua irmã como na semana passada?

-Sim. -desafiou Anie. -Se a gênia malígna continuar...

-Aniére, quantas vezes eu já não disse pra você parar de falar assim com a sua irmã? -Laira retrucou revirando os olhos enquanto Anie crispava os lábios.

-Não me importa o que você disse, não é ninguém pra me dizer nada! -a jovem atira o garfo em seu prato e encaminha para fora da sala ao mesmo instante em que seu pai chega.

-Olá Aniére. -a garota passa por seu pai sem lhe dirigir a palavra e sobe as escadas do corredor. -O que...

-Nada, querido. Ela acordou com dor de cabeça e foi se deitar. Não se preocupe, depois eu falo com ela.

-Ah, sim. Tudo bem. -disse ele sentando-se em frente a seu chá.



-Maldita seja ela! -Aniére chegou em seu espaçoso quarto batendo com força a porta. -Não vejo a hora de estar naquela escola. Pelo menos me livro dela. Se bem que não tenho paciência alguma para com aqueles professores! -ela debruçou no parapeito de sua sacada mirando os raios do sol que se escondia atrás das nuvens ao longe no horizonte.

O cheiro de mato molhado invadiu suas narinas trazendo a ela boas recordações da escola. Não era seu lugar predileto, seu lugar predileto sempre fora as margens do lago do feudo, mas ultimamente a escola tinha se tornado um refugio para Anie que não podia agüentar as dores que as lembranças de sua mãe lhe traziam, nem as magoas que sua madrasta lhe causavam. Por um instante ela sentiu tanta saudades da escola como de sua mãe.

Por um instante Anie pensou ter visto os olhos de sua mãe bem em frente aos seus. A garota piscou duas vezes antes de se sentir tonta e confusa, e novamente pensou ter visto os olhos azuis de sua mãe e os louros cabelos da mesma. Sua mãe não era, nem a imaginação de Anie, era aquela sua visão mal acabada que vira a poucas horas atrás.

O rosto de sua mãe ficara mais nítido, até que o cenário também começou a ficar menos difuso e real. Aniére reconheceu o lugar, era a sala de música decorada a gosto de sua mãe. Seu pai estava ao lado do piano onde uma Aniére de onze anos tentava ler o que estava escrito em seu caderninho de música. Sua mãe estava com Willivy sentada no sofá e Origan não estava presente.

-Esta errado, Aniére, não é sol, é fá! -ralhou seu pai.

-Tá, ta. Eu sei. -ela retrucou acertando as notas desta vez.

-Esta lento demais. Você não estudou essa música? Seu professor disse que você esta ótima nela.

-Não sei porque ele foi dizer isso. -ela fechou a cara cruzando os braços.

-Chega, Aniére. Já foi o suficiente por hoje. Willivy, você agora. -Aniére saiu do piano com a cara emburrada enquanto sua irmã passou por ela sorrindo debilmente. A jovem sentou-se ao lado da mãe enquanto a irmã começava tocar uma música animada.

-Não precisa ficar brava, Anie. É só uma musica. ?disse sua mãe prendendo o longo cabelo enrolado de Aniére com as mãos.

-Eu sei. Eu sei... -a menina sabia mas não melhorou o seu humor o resto do dia.

Assim que a cena foi sumindo e o atual quarto de Anie foi ficando mais visível, ela pode notar que não havia visto uma visão do futuro e sim uma visão do passado. Mas de que adianta ver o passado se ele não pode ser mudado? Os adivinhos vêem o futuro para tentar muda-lo mas não faz sentido ver algo que já aconteceu. Anie não quis se aborrecer com isso, só pelo fato de ter visto uma cena onde sua mãe estava presente já foi o suficiente para acalmar os seus nervos, que por acaso, aumentavam a cada dia das férias.


Declarado, dito e feito por Aniére
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Monday, February 13, 2006
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E que a Magia Comece!



Os quatro grandes se entreolharam, apreensivos e, ao mesmo tempo, orgulhosos.Era um novo ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e aquele seria um ano especial. "Sete anos, e não temos do que reclamar", pensava um homem de cabelos negros e desalinhados, que atendia pelo nome de Salazar Slytherin. " Mesmo com todos esses impuros, não posso negar que somos muito bem vistos no Reino Mágico Bretão e não-bretão."


A mesa principal era um grande retângulo feito de madeira fina, na qual, atrás, sentavam-se os professores da Escola, de modo a ver as quatro grandes mesas que estavam dispostas no imenso salão principal.No centro da mesa dos professores, ficavam os quatro fundadores, que tutelavam as quatro famílias da escola, e cujos membros ficavam nas mesas do Salão.


Era primeiro de setembro, dia em que novos pupilos iriam passar a estudar naquele internato mágico. Alguns, iriam estar aterrorizados com a Magia, mas com o tempo, se tornariam os mais habilidosos.Outros, que talvez só estivessem ali para escapar de algum problema familiar, talvez desistissem no meio do caminho, devido a grande provação que os estudantes passavam.


Sobre isso estava pensando Rowena Ravenclaw, quando liderou a fileira com aproximadamente 15 jovens que entravam agora no salão principal e eram aplaudidos.


A moça dos cabelos castanhos e olhos amendoados avisou que a seleção iria começar, subindo para ocupar seu lugar a mesa. Ao seu lado, Godric Gryffindor, um homem de rosto ávido e cabelos castanhos, começava a caçar os que provavelmente seriam seus.Helga Hufflepuff, uma senhorita gordinha e baixinha, com cabelos castanho claros presos, puxou uma grande lista e começou a ler os nomes, pedindo que se apresentassem as crianças correspondentes.

_ Altemus, Phillip.

Um rapaz de aparência forte, e olhar assustado deu dois passos a frente, mantendo a cabeça baixa.Os quatro fundadores observaram-no fixamente.


_Levante a cabeça, rapaz. - pediu em tom autoritário Gryffindor. - Hmm...


Os alunos de outros anos prenderam a respiração, em expectativa.


_ Eu o quero. - sentenciou Godric. - Vá para a mesa da Grifinória, jovem.

Os garotos da mesa da grifinória soltaram algumas vivas e exclamações, silenciados com um olhar mais duro de seu mestre. Apenas um tonto meio vesgo continuou a soltar berros de empolgação e teve que ser calado por um tapa do rapaz mais próximo.

_Kent, Elizabeth.

A seleção prosseguiu, com os nomes sendo chamados um a um e mandados ora para Grifinória, ora para Sonserina ou Corvinal. Apenas quando nenhum dos três fundadores reclamava o aluno, que Helga Hufflepuff se manifestava e a Lufa-Lufa poderia brindar. Mas isso era feito de modo tão imperceptível, que ninguém saberia diferenciar o processo.

Terminando com Zack, Rolland, a animação cessou, e um pedido de silêncio foi feito. Rowena Ravenclaw levantou-se, junto com Salazar Slytherin.


_ Está oficialmente... - começou a moça, com um olhar frio para o homem que se levantara também.


_Aberto o Novo Ano Letivo. - cortou e terminou por ela, Slytherin.

E enquanto magicamente o banquete era servido, a noite trouxera o começo de uma pequena, porém fatal, semente de discórdia.



Declarado, dito e feito por Quatro Grandes
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